“A Paixão de Cristo”

     Reflexão...

 

    Analisemos     agora    apenas    duas    cenas  
do  filme  “A Paixão de Cristo”  que  apelaram 
para odiarmos os judeus:
    a)  Em   nenhum    dos    quatro   evangelhos  
lemos  que  a multidão tentava  linchar  Jesus  
 quando   o  mesmo  passava  pelas  ruas e que  
algumas  vezes os furiosos  soldados  romanos 
tinham de conter os atos violentos dos judeus. 
   Apesar    de,   na    película    cinematográfica,  
Jesus  ter   levado   a   cruz   em   boa  parte   do  percurso   para   o   Calvário   acompanhado de  insultos   e   golpes    extremamente   violentos      proferidos   pelos   soldados   romanos  e    pela   multidão   dos   judeus, não  é isso que a Bíblia 
relata.
   Muito pelo contrário, a Escritura diz: 
   “Seguia-o   numerosa   multidão   de   povo, e  
também   mulheres  que  batiam  no  peito  e  o lamentavam. 
   Porém Jesus, voltando-se para elas, disse: 
   Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; 
chorai, antes,  por  vós  mesmas  e  por   vossos 
filhos!” (Lucas 23.27-28).      
   A    Bíblia     não      relata     nenhum      motim   
enquanto Jesus   caminhava para    o   Calvário   
e   muito  menos    se    sofreu  qualquer    outra     agressão    física   durante   o trajeto. 
   Aparentemente,   apesar   de ter sido surrado 
no   pretório,   podia   facilmente   falar  com  as  
pessoas ao Seu redor.

   O cireneu protesta, mas o romano grita:
   “Vamos, judeu!”
   b) Em nenhum dos  quatro  evangelhos lemos 
que Jesus  levou  a  sua  cruz  por  boa  parte do caminho. O texto bíblico relata  que,  logo  após 
sair do pretório, quem passou a carregar a cruz 
foi Simão, um cireneu. 
   Se Jesus chegou a  carregar  a  cruz em  algum momento,  foi   apenas   durante  alguns  passos iniciais. “Ao saírem,  encontraram um  cireneu, chamado     Simão,     a     quem     obrigaram      a carregar-lhe a cruz” (Mateus 27.32). 
    Na película, Simão passou a   carregar  a  cruz juntamente com Jesus. É claro  que  isso não   é verdade. O texto bíblico  nos  ensina  que  Jesus andou na frente e Simão, que ia logo atrás dEle, carregava a cruz sozinho     (Lucas 23.26). 
   Na      seqüência       cinematográfica,        Jesus,
fisicamente     exausto,    cai   no    chão   e   então presenciamos talvez o mais forte ato anti-semita 
do filme “A Paixão  de  Cristo”:    alguns   judeus chutam Jesus, algumas mulheres judias sentem pena dEle,  os   brutamontes  soldados  romanos tentam afastar a multidão e um deles comenta: 
   “Povo impossível!”. 
   Na seqüência, Simão protesta que não vai mais carregar  a  cruz   se   não   pararem   de  torturar Jesus. Então, um   soldado   romano   grita   para Simão:         "Vamos,   judeu!”,   e   as   chibatadas continuam. 
   Entenderam a mensagem nas entrelinhas? 
   O povo judeu é impossível e só  atende através 
de chibatadas.
   A propósito, a Bíblia não menciona que   Jesus 
foi espancado   no  Getsêmani   e   nem   durante 
qualquer trajeto que realizou. 
   O trajeto de Jesus foi o seguinte:  Getsêmani – 
Casa de Caifás – Pilatos, na Fortaleza  Antônia – Palácio   de   Herodes  –  Pilatos,  na      Fortaleza 
Antônia – Calvário.   Na  “Paixão  de  Cristo”   de 
Mel Gibson, Jesus levou  bofetadas,  chicotadas, cuspidas, solavancos e   pontapés  durante   todo 
esse percurso. 
A   Bíblia   não   menciona  que Jesus tenha caído   
uma   só   vez   no   trajeto   para  o Calvário, já na Paixão de Mel Gibson, Jesus caiu seis vezes.
   A quem interessa tamanha violência? 
   A  dois   grupos    de    pessoas:      primeiro,  aos sensacionalistas  que  querem   mostrar   o  tanto 
que Jesus sofreu.   Segundo,  aos  que  acreditam 
em penitência  como  uma  forma  de  pagamento 
de seus   próprios  pecados   ou   como   forma  de pagar por uma graça alcançada.
Uma pergunta  bobinha,  mas  que   não  quer   se 
calar “Quem matou Jesus?”, foi a  pergunta  feita repetitivamente durante aexibição de “A  Paixão 
de Cristo” nos cinemas. 
   Essa é uma pergunta que pode  ser   respondida
de forma histórica  ou  espiritual e   a   resposta  é 
sempre a mesma:
a) Historicamente, quem matou Jesus? 
   Resposta: Os judeus tanto quanto os gentios.  
   A Bíblia de Estudo de Genebra  responde:  “Os crentes   entenderam   corretamente  que  tanto 
judeus, como  gentios  eram   responsáveis  pela crucificação   de  Jesus.      Estes   eram  Herodes 
Antipas, que era o filho de  Herodes,  o  Grande, 
e tetrarca (isto  é,  autoridade  subordinada  aos romanos)da Galiléia e Peréia (Lucas 3.1; 23.6-7) 
e  Pôncio  Pilatos,  que  foi   procurador  romano (governador)        [...]      de      26    a    36    d.C.  e  
(Lucas 3.1; 23.1-24).   Os  principais   sacerdotes  
e anciãos persuadiram o povo a rejeitar Jesus  e 
pedir por Barrabás (Mateus 27.20-26)”.(14)
   O apóstolo Pedro e  a  igreja  oraram:   “porque verdadeiramente   se   ajuntaram    nesta  cidade 
contra o teu santo Servo Jesus, ao qual  ungiste, Herodes e Pôncio Pilatos,  com  gentios  e  gente 
de Israel” (Atos 4.27).
b) Espiritualmente, quem matou Jesus? 
  Resposta: Os judeus tanto quanto os gentios. 
  Na  cruz,  Jesus  levou  sobre  si  os  pecados  de 
todos (tanto os judeus como os gentios). 
  Há   inúmeros   relatos  bíblicos  sobre  a  morte 
de Jesus na cruz, pois essa foi a  razão  principal 
de Sua vinda à Terra. Em pelo menos três vezes, Jesus      sentenciou      claramente     aos      Seus 
discípulos que seria  morto   (Marcos 8.31; 9.31; 10.33-34).
   Jesus nasceu para morrer. 
   Na cruz, Jesus se fez o  maior  dos  criminosos, 
sem nunca ter pecado. 
   Na cruz, Jesus levou sobre si todos os pecados 
dos judeus e dos gentios. “Que se conclui? 
   Temos nós qualquer vantagem? 
   Não,   de   forma   nenhuma;   pois    já      temos demonstrado   que   todos,   tanto   judeus  como 
gregos, estão debaixo do pecado; como está 
escrito:  Não  há   um   justo,   nem   um   sequer” 
(Romanos 3.9-10).           “Pois   todos  pecaram  e 
carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). 
   Jesus   “foi   entregue   por   causa   das   nossas transgressões e ressuscitou por causa da   nossa justificação” (Romanos 4.25). “Mas  Deus  prova 
o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo    morrido    por   nós,  sendo     nós    ainda
pecadores” (Romanos 5.8).
  “E ele morreu por todos, para que os que vivem 
não vivam mais para si mesmos, mas para aquele 
que por eles morreu e ressuscitou”
                                   (2 Coríntios 5.15).
   Irmãos,    qualquer     outra     resposta   a   essa 
pergunta é  puro   bairrismo,   racismo,  facção e desconhecimento histórico e espiritual.
   As doutrinas em que Mel Gibson acredita:
   Um trecho de um artigo intitulado 
   “O Filme de Mel Gibson – A Paixão de Cristo”, publicado   pela   Way  of   Life   Literature,    do 
Serviço     de      Informação    da    Igreja   Batista Fundamentalista    dos    EUA   e    Canadá,     nos 
esclarece que esse é um filme católico romano:
   Mel  Gibson   pertence   a   um   grupo   católico tradicional que realiza a  missa  em  latim,  priva 
de   ingerir   carnes    nas   sextas-feiras,  foge  do ecumenismo e pratica outras  coisas  que  foram abolidas     no   Concílio   Vaticano  II   durante  a 
década de 60. Gibson  construiu  a   sua  própria 
capela, chamada Família  Santa,  próxima  a  sua 
casa na Califórnia. Durante a  filmagem,  Gibson freqüentou as missas católicas todas as  manhãs 
com o desejo errado de “estar puro”.
   O roteiro  foi  traduzido   para  o  aramaico  e  o
latim pelo padre jesuíta William Fulco.
   Qual é o evangelho que  Gibson  está  tentando 
pregar durante o filme? 
   É o evangelho católico dos sacramentos. 
   Quando   perguntado   por   um   entrevistador protestante  se  alguém  pode  ser  salvo  fora  da 
igreja católica romana, Gibson respondeu: 
“Não há salvação para aqueles fora da igreja” 
(Peter Boyer, “The Jesus War”, The New Yorker, 
15 de setembro de 2003). 
  Esse era o ensinamento  oficial  de  Roma  antes 
do Vaticano II.

   Mel Gibson  (à   direita),  dirigindo  o  ator  Jim Caviezel.
   De   acordo   com   o   romanismo,  Jesus  Cristo 
morreu  na  cruz,  adquiriu  a  redenção  e  então entregou  essa  redenção  para  a  Igreja  Católica distribuí-la como pedaços de  alimentos  para  os homens via os sete sacramentos. 
   O homem não pode  receber  a  salvação  eterna diretamente    de   Cristo    pela   fé;   ele  tem  que aproximar-se de Cristo através da Igreja Católica,
via batismo, confirmação,  missa,  confissão  para 
um padre católico, etc.  A  Igreja  Católica  ensina 
que o sacrifício de Jesus na cruz não  foi  de  uma 
vez   por   todas   suficiente,   mas    tem    de     ser 
perpetuado na missa, a qual  é  chamada   de  um sacrifício sem sangue.
   Considere    esta    afirmação    do   Concílio    do 
Vaticano II:   “Portanto, a Missa, a Santa Ceia,  é 
ao     mesmo   tempo   e    inseparavelmente:   um 
sacrifício     no   qual    o     sacrifício    da    cruz   é 
perpetuado... Pois nele, Cristo perpetua de  uma maneira sem sangue   o   sacrifício   oferecido  na 
cruz, oferecendo a si mesmo ao Pai pela salvação 
do mundo  através   do   ministério   dos   padres” (Documentos do Vaticano II,  “The   Constitution 
on    the   Sacred    Liturgy,   Instruction    on    the 
Worship of the Eucharistic Mystery”, Introdução, 
C 1,2 p.108).(15)
   Mel  Gibson   finalmente   saiu   do   armário   do anti-semitismo
   Enquanto a película  estava   em  evidência, Mel Gibson foi acusado de ser anti-semita e jurou que  não   era,  mas   pisou   na  bola   quando  foi  pego   dirigindo em excesso de velocidade  em  julho  de 2006. Leia trecho do  seguinte  artigo   publicado          na revista Veja:
   Alcoólatra   supostamente   redimido   há   vinte 
anos, em julho o ator e diretor  enfiou   o    pé   na 
jaca,  foi   parado   pela   polícia   por   excesso   de 
velocidade    e,       daí,     saiu     do     armário     do anti-semitismo. 
   Olhando    para    um     policial   de    sobrenome 
judaico, detonou: “Os judeus  são   culpados   por 
todas as guerras do mundo”.         No dia seguinte, contrito, pediu profusas desculpas, pôs   a   culpa 
no José   (Cuervo,  o   da   tequila)   e  internou-se 
numa clínica.(16)
    Conclusão:   Desperta   pastor!
    Muitos foram os pastores que se emocionaram
e apoiaram a película  de  Mel  Gibson,  de  forma 
parcial ou total. Alguns deles são meus amigos  e 
até meus pacientes. 
   Gostaria    muito    de  fazer  a  cada  um  deles  a 
seguinte pergunta: o que fariam comigo e  o  que diriam de mim se durante duas horas e quarenta minutos eu pregasse na igreja deles e  ensinasse, durante esse período, cerca de 50 heresias? 
  Posso até imaginar algumas respostas. 
  Pois bem, por que não agiram assim em respeito 
ao filme “A Paixão de Cristo”?
  Irmãos, apoiar esse   filme  não  apenas   foi  fazer 
um gol contra, foi fazer parceria com o catolicismo, com Anna Katharina Emmerick, com a mariolatria 
e com Adolf Hitler.     Irmãos,  essa  é  uma  heresia cinematográfica assim como foram “Jesus Cristo – Superstar” (1973), “A Última Tentação de Cristo” (1988) e como é “O Código Da Vinci” (2006). 
  Oro ardentemente para  que  Deus  nos  livre  de termos algum pastor se emocionando e apoiando
   “O Código Da Vinci”.
   “Não é boa a vossa jactância. 
   Não sabeis que um pouco de fermento leveda 
a massa toda?” (1 Coríntios 5.6). “Um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gálatas 5.9). 
   “E não sejais cúmplices nas obras infrutíferas 
das trevas; antes, porém, reprovai-as” 
                                                 (Efésios 5.11). 
  Que seja sempre assim, amém! 

  (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa)
  http://www.chamada.com.br

     
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