Charles G. Finney
( Pequena Biografia )
( O Apóstolo dos Avivamentos )

       Este   abençoado  servo  de  Deus  já  foi 
considerado  como  um  dos  mais  ungidos 
evangelistas dos últimos tempos. 
       Estima-se que mais de 250  mil  pessoas entregaram suas vidas  para  Jesus  através 
de suas pregações. 
       Charles   Finney    nasceu  em   Warren, 
Connecticut, Estados Unidos, no dia 29 de 
Agosto de 1792. 
       Aos   dois   anos de idade, sua família se 
mudou    para  Hannover, estado  de   Nova 
Iorque. 
Quando pequeno, a única experiência que  
tinha de igreja era assistir a cultos frios. 
Formou-se advogado, e de tanto ler citações 
bíblicas   nos   livros  de  Direito,  começou  a 
inquietar-se com respeito  aonde  passaria  a eternidade. Numa noite, quando estava com 
29 anos de idade, assentou-se para resolver 
o problema da salvação de sua alma. 
      Ajoelhado  diante  de   Deus,  viu  todo seu 
orgulho, reconheceu  que  era   pecador  e  se arrependeu. 
      Experimentou  um   poderoso  batismo  no
Espírito Santo, o qual descreveu  assim:  "Era 
como  uma  onda  de  energia  que   percorreu 
todo meu ser com ondas de amor líquido." 
      No   dia seguinte,   informou o seu primeiro 
cliente: "Não posso mais  defender sua  causa, 
tenho um chamado para defender a  causa  de 
nosso Senhor Jesus Cristo. 
"Em  pouco  tempo estava  pregando   pelo seu   estado  de   Nova Iorque. 
    Uma das suas pregações mais populares era: 
"Os pecadores estão obrigados  a  mudar  seus próprios corações.         "Aos 31 anos tornou-se 
pastor    da    Igreja    Presbiteriana    de    Saint 
Lawrence   e,    entre   1824   a  1832,  iniciou  o processo  que  ficou  conhecido   como  "o fogo 
dos nove anos." 
     Durante   os   40   anos    que    atuou    como 
evangelista  escreveu  17  livros,  sendo  quatro
deles impressos até hoje. Poderoso na palavra, 
na  oração   e   no testemunho, através  de suas pregações   várias    igrejas   foram    renovadas,
novas      congregações      foram     implantadas, 
milhares    de    pessoas  deixaram seus  vícios e 
foram avivadas pelo Espírito Santo.
    Conta-se  que  depois de pregar numa cidade 
não  houve  baile   nem  teatro  durante  6  anos 
tamanho o impacto causado nas pessoas. 
    Uma  pesquisa  apontou que 85% das pessoas 
que  se  convertiam  através  de  suas pregações permaneciam fiéis a Deus. 
    Em  1832   começou  a pastorear uma igreja na 
cidade   de  Nova   Iorque  e,  tres   anos   depois, 
montou  o   Seminário  Teológico  Oberlin   num 
antigo colégio, onde também dava aulas. 
Apesar disso, nunca abandonou o evangelismo. 
Era um homem que orava muito, sem cessar. 
      Gostava  de  passar  dias  inteiros   em  jejuns
secretos e tirava dias para estar a sós com Deus. 
Ficou viúvo duas vezese teve tres esposas. 
Com Lydia Andrews teve 6 filhos. 
      A segunda esposa foi Elizabeth Atkinson, que também faleceu. 
      A última foi Rebecca Rayl. 
      As    tres    compartilharam   do    trabalho   de 
reavivamento     acompanhando-o   em    viagens 
e ministrações paralelas. Charles Finney faleceu 
em  1875,  aos  83  anos  de  idade,  vítima  de um
problema cardíaco. 
      Até  o  dia   de   hoje   seus escritos continuam
influenciando  e  edificando  os cristãos em todo mundo.
    Charles estava estudando para ser advogado. 
    Enquanto lia Blackstone’s Law Commentaries           ( Comentários  de  Blackstone   Acerca   da   Lei),
 a autoridade   final    sobre   o   assunto,   ele  foi surpreendido    pelas    referências     constantes 
que o autor (um cristão)  fazia à  Bíblia, tendo-a 
como base de toda lei civil e moral. 
    Ele   adquiriu   um   exemplar   das   Escrituras 
Sagradas e começou a estudá-las seriamente.
Sua conversão se assemelha a  algo  do  Livro  de 
Atos.  
Sob a convicção profunda da  Escritura e guiado 
pelo   Espírito  Santo,  ele   prometeu,   em    uma 
tarde  de  domingo  de   outono   de  outubro   de 
1821,  “ se  fosse  possível  resolvera   questão  da 
salvação da minha alma  de uma  vez  por  todas, 
eu      faria     as  pazes     com    Deus  ”   (  Finney, 
Autobiography   [Autobiografia], p. 12)  Durante 
os    dois     dias      posteriores,     sua     convicção 
aumentava,   mas   ele  não  conseguia  orar  nem 
chorar; sentia  que,  se  pudesse  ficar  sozinho  e 
clamar a Deus voz alta, algo poderia acontecer. 
   Na  noite  de  terça-feira,  ele  ficou tão nervoso 
que sentiu  que, se  não  clamasse, desceria  para 
o inferno, mas sobreviveu até a manhã. 
Ao dirigir-se para o trabalho, ele foi subitamente confrontado    por    uma “  voz   interior  ”  que  o imobilizou na frente do escritório.

“O que você está esperando? 

Você não prometeu dar seu coração a Deus? 
O que você está tentando fazer? 
     Ser  justificado  pelas  obras  de  suas  próprias 
mãos?”
A essência  da  conversão  foi-lhe  aberta no meio 
da rua  de  uma forma que ele  chamou  de  “uma 
maneira maravilhosa”;  viu que a obra  de  Cristo 
era completa e que necessitava parar de pecar  e submeter-se à Sua justiça. 
A voz prosseguiu: “Você O aceitará agora? 
Hoje?” Finney  prometeu:   “Sim;  vou   aceitá-Lo 
hoje ou morrerei tentando”.      
(Finney, Autobiography, p. 15).

A Convicção do Pecado

      Saindo  às   escondidas  rumo  a uma pequena 
floresta  onde  ele  gostava   de passear,   evitando 
que alguém pudesse perguntar-lhe o  que  estava fazendo, o jovem  advogado  travou  uma  batalha 
com seu orgulho.    Várias vezes, ele   tentou orar, 
mas   os  estalos   das   folhas    o    interromperam friamente;      ele  pensou   que   alguém  estivesse chegando ou fosse vê-lo tentando falar comDeus. 
    Enfim,  à   beira   do  desespero,  pensando  que 
tivesse  juízo de imprudente e que sua  dureza de coração havia  afastado e  entristecido  o  Espírito  Santo, ele teve  uma  súbita  revelação  a respeito  
de seu  orgulho:  “ Foi  impressionante a maneira     como   tomei   consciência   da  minha maldade  e    me envergonhei diante de Deus,  clamando  com 
toda a minha voz... 
   Eu  não  deixaria  aquele  lugar  nem se todos os homens  da terra e todos os demônios do  inferno 
me cercassem... 
    O  pecado  surgiu, horrível  e  infinito,  e me fez chorar  diante  de Deus” (Finney, Autobiography, 
p. 17).Foi então que um versículo bíblico pareceu “pingar em sua mente com um dilúvio de luz”: “Então, me  invocareis, passareis  a orar a mim, 
eu vos ouvirei. 
     Buscar-me-eis   e   me     achareis   quando  me 
buscardes de todo o vossocoração” (Jr 29.12,13). 
No entanto, Finney não se lembrava de tê-lo lido anteriormente. 
 Porém,  este   versículo   transmitiu-lhe  fé   para 
tomar uma decisão racional. 
Afinal, ele sabia que um Deus incapaz de mentir havia  falado  com  ele, e  que sua promessa seria ouvida.  Silenciosamente, voltando para a aldeia, 
ele    provou   tamanha    sensação   de   paz    que 
“parecia ser ouvida por toda natureza”.     Então, percebeu  que era meio-dia, e  que  muitas horas haviam-se         passado      sem    que   ele    tivesse 
consciência da passagem do tempo.
Uma Manifestação  Divina De volta ao escritório, 
seu    chefe,  o   juiz   Wright,   havia    saído    para 
almoçar. Finney pegou seu rabecão  e começou a tocar e a cantar alguns hinos. “Porém, assim que comecei a cantar as palavras santas, chorei. 
Parecia   que meu   coração   se  lique fazia; meus sentimentos   encontravam-se  em tal estado que 
eu    não   conseguia   ouvir   minha   própria    voz 
cantando        sem      que     minha     sensibilidade transbordasse... Tentei  conter  as  lágrimas, mas 
não consegui” (Finney, Autobiography, p. 20).   
    Durante   toda   aquela   tarde,  repleto   de  um 
profundo sentimento de  ternura, doçura  e  paz, 
ele ajudou o juiz Wrigh a mudar o escritório. 
    O  trabalho  terminou, e  ele  desejou  boa noite 
ao chefe.    “Eu o havia acompanhado até a porta; 
assim que fechei a porta e me virei, meu  coração pareceu derreter-se dentro de mim. 
Todos os meus sentimentos pareceram vir à tona
 e transbordar, e a expressão do meu coração foi: ‘Quero derramar a minha alma para Deus’ 
(Finney, Autobiography, p. 21). 
     Ele correu  em direção a um cômodo que 
ficava atrás do gabinete para orar, e, então, aconteceu.

  
“Não havia fogo ou luz no ambiente; entretanto, pareceu-me   como   se   estivesse   perfeitamente iluminado.    Assim   que   entrei  e fechei a porta, 
foi como se eu encontrasse o Senhor Jesus Cristo 
face a face. No momento –nem por algum tempo depois  - ,  não   reparei   que  se  tratava  de  uma concepção mental.
l. Ao  contrário, parecia  que  eu  O via como vejo qualquer outro homem. 
    Ele não  disse nada, mas olhou para mim de tal 
forma que me prostrei diante de Seus pés... 

Parecia ser realidade o que acontecia: 

Ele permanecia  em  minha  frente, e  eu  caía aos 
Seus pés e Lhe derramava a minha alma. 
    Chorei   em  voz   alta   como uma criança e fiz o 
maior   número   possível  de  confissões  chocado 
e soluçando.    Era como  se  eu  lavasse  Seus  pés 
com minhas  lágrimas  ainda  que  eu  não  tivesse 
a   impressão    de   tê-lo   tocado”   ( Finney,  Auto biography, p. 21).

Batizado pelo Espírito

    Durante   um   longo período de tempo, Finney continuou  nesse   estado;     eventualmente,   ele 
fazia um  intervalo   e  voltava   para  o  escritório frontal,   onde  o   fogo   na   lareira   tinha   quase 
queimado. 
  Quando  ele estava prestes a sentar-se perto do 
fogo, recebeu, segundo  suas  próprias  palavras, 
“o poderoso batismo com o Espírito Santo. 
Sem esperar ou imaginar que houvesse tal  coisa 
para   mim,  o   Espírito   Santo   desceu    de  uma 
maneira   que   pareceu  atravessar-me,  o   corpo 
e a alma.  Eu sentia como se  fosse  uma  corrente elétrica passando por mim repetidas vezes. 
    De  fato, eu   não   conseguiria  descrever  o que aconteceu   de   outra   forma.    Parecia   o   fôlego 
de Deus.     Posso   recordar-me   claramente   que 
era como se asas imensas sobre mim soprassem.
   “ Nenhuma   palavra    pode   exprimir   o    amor maravilhoso     que    foi     derramado     em    meu coração.         Chorei    por    sentir    tanta    alegria 
e  amor.   Não   sei, mas  acho  melhor    dizer  que 
eu      literalmente     exprimi     em   voz    alta     as inundações  inexprimíveis do meu coração. 
As ondas continuavam a passar  sobre  mim, uma 
após as outras, até eu clamar: 
‘Eu morrerei se essas ondas continuarem a passar
sobre   mim.’   Falei:     ‘Senhor,  não   posso    mais suportar’.   Todavia, não tive medo de morrer”. (Finney, Auto biography, p. 22).
Posteriormente,   um  membro  do coral da igreja, batendo   à   sua  porta,  encontrou-o  chorando  e perguntou se  ele  estava  doente ou se sentia dor. Eventualmente capaz de falar, Finney respondeu: “Não, mas me sinto feliz de mais para viver”.
O Princípio de um Ministério Poderoso Na manhã seguinte, com a luz do sol, seu batismo de poder e amor     retornou,  e,   com    ele,  veio   o   chamado ministerial. Durante todo dia, cada encontro  com 
o perdido gerava forte convicção e conversão. 
O primeiro homem com quem  falou (seu  chefe: o juiz)  foi  tomado  de  tal  convicção do pecado que 
não conseguiu encará-lo;     saiu do escritório  com 
uma certeza  profunda e;   poucos dias   depois, foi convertido   na   mesma   floresta   onde  o  próprio 
Finney foi salvo.

 
O segundo visitante, que era cliente  e  diácono da igreja  e  tinha  um  caso  para  o  advogado  recém-convertido   tentar    resolver   às   10h   da   manhã, 
também não escapou. 

           O jovem advogado saudou-o com as palavras:
“Tenho  uma  procuração  do  Senhor  Jesus  Cristo 
para   defender  Sua  causa   e  não  posso  defender 
a sua” (Finney, Autobiography, p. 26).
    O próximo, um  universalista  que  encontrou na 
loja de um sapateiro cristão, teve seus argumentos demolidos por Finney. 

Ao sair da loja,dirigiu-se rumo à mata e à salvação. 
A partir   daquele  dia, Finney  percebeu  que  teria 
de desperdir-se de sua profissão legal. 
Foi  então   que  deu   início   à  uma vida  de fogo  e 
poder,    comparável   a    pouquíssimas    vidas    na 
história cristã.
     Charles Finney foi um grande evangelista. 
     Suas   campanhas   eram   marcadas     por   fatos extraordinários. 
     O  missionário Orlando Boyer mostra o  impacto
que Finney causava como mensageiro de cristo:
“ Perto  da   aldeia  de  New  York  Mills,  no  século dezenove,  havia  uma  fábrica  de  tecidos   movida 
pela força das águas do Rio Oriskany. 
Certa manhã, os operários se  achavam comovidos, conversando   sobre   o   poderoso   culto   da   noite anterior, no prédio da escola pública.      Não muito depois    de    começar   o    ruído   das   máquinas,  o pregador,  um   rapaz   alto   e   atlético,   entrou   na 
fábrica. 
O poder do Espírito Santo ainda  permanecia sobre ele; os operários, ao vê-lo, sentiram a culpa de seus pecados   a  ponto  de   terem   de  se   esforçar   para poderem continuar a trabalhar. 
Ao  passar   perto  de  duas  moças que trabalhavam juntas,  uma   delas,  no  ato    de   emendar  um   fio, 
foi  tomada  de  tão   forte  convicção,  que  caiu   em 
terra, chorando.       Segundos  depois,  quase  todos 
em redor tinham  lágrimas  nos  olhos  e, em poucos  minutos,         o     avivamento     encheu      todas     as dependências  da fábrica.
     O   diretor,   vendo  que  os  operários não podiam trabalhar, achou que seria melhor se  cuidassem  da salvação   da     alma, e   mandou   que   parassem   as máquinas. 
      A comporta das águas foi fechada  e  os  operários 
se ajuntaram em um salão do edifício. 
O Espírito Santo operou com grande poder e dentro de poucos dias quase todos se converteram.”

Fonte:   http://pt.scribd.com/





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