Continuação... Os presidentes do regime militar (1964-1985) Governo Figueiredo

Continuação...

Os presidentes do regime militar (1964-1985) 

Governo Figueiredo




Governo Figueiredo (1979 - 1985) - A mentira se encerra com chave-de-ouro. O general Figueiredo certamente foi o menos cortês de todos os presidentes do período militar, frases ríspidas e gafes foram correntes em seu governo. Ex-chefe do SNI no Rio de Janeiro, o carioca João Baptista de Oliveira Figueiredo governa o país entre 15 de março de 1979 e 15 de março de 1985.

A abertura política se intensifica com a anistia ampla, geral e irrestrita. Mais um vexame da ditadura e dos grupos que agora estão no poder. Este tipo de anistia beneficia o terrorismo de ambos os lados e só garante a normalidade aos interessados. Entretanto, os atentados continuam, como o mal sucedido no Rio Centro em 1981. Uma bomba foi detonada antes do tempo. O terrorismo do Estado tinha com o objetivo culpar a oposição, e assim, prolongar ao máximo o regime militar.

Volta a inflação e o pluripartidarismo. A Arena dá lugar ao PDS e o MDB vira o PMDB. Assim como vários exilados, Leonel Brizola retorna ao país, tenta refundar o PTB, mas perde a sigla para Ivete Vargas, e cria o PDT. A força das greves em São Paulo faz nascer o PT, partido do atual presidente que tem apoio de várias figuras da Arena, PDS, seitas oportunistas e semelhantes.

Nas eleições parlamentares de 1982, novamente as regras do jogo eleitoral são mudadas para favorecer o regime militar. Já prevendo a abertura, o mandato de vereadores e prefeitos são prorrogados e as eleições gerais são adiadas em dois anos. Para amarrar o eleitor é criada a vinculação do voto. O PDS elege 18 governadores, enquanto o PMDB elege oito e o PDT apenas um.

20 anos depois do golpe, o país inteiro é sacudido pela campanha da Diretas Já. A emenda constitucional previa eleições diretas em 1985. Os mantenedores do sistema acharam arriscado demais. Havia apenas três anos que Brizola se elegera governador do Rio de Janeiro e Tancredo em Minas Gerais. Outras figuras indesejáveis ao poder despontavam no cenário político, como o Lula versão 1985, não este clone de 2004 embelezado pelo Duda Mendonça e apoiado pelo Sarney e afins. A princípio, a grande imprensa tentou esconder as manifestações e comícios das Diretas Já. No final chegou a trasmiti-los de olho na audiência. O maior comício reuniu quase dois milhões de pessoas em São Paulo com a participação de personalidades e políticos de tendências opostas. Logicamente, os oportunistas de plantão não deixaram de comparecer.

Em mais uma página do grande livro das vergonhas do Brasil, o congresso ignora o pedido popular, e mantém as eleições indiretas para presidente. 298 deputados votam a favor e 65 contra. Apenas 22 votos a mais seriam necessários para aprovar a emenda constitucional, mas três deputados se abstém e simplesmente 113 não comparecem. Nas eleições indiretas para presidente, Tancredo Neves, o mesmo que foi primeiro-ministro no período-golpe parlamentarista, derrota Paulo Maluf, candidato do PDS. Tancredo, governador de Minas Gerais pelo PMDB, é eleito com o apoio de dissidentes do PDS, a Frente Liberal, que se tornou o PFL. A história sempre se repete. Na iminência de sair do governo, um grupo se desassocia do poder e passa a apoiar a ala que irá governar em breve. Não é à toa que o PL, partido do atual vice-presidente, foi o que mais cresceu depois da vitória do milionário ex-torneiro-mecânico.

A ditadura que se iniciou envergonhada termina numa quebra de protocolo. Figueiredo recusa-se a passar a faixa para José Sarney, presidente interino devido a internação de Tancredo. No final das contas, o ex-presidente do PDS, é quem assume de vez o governo por mais cinco anos com a morte de Tancredo. A abertura no Brasil teria mesmo de ser bem lenta. Só em 1989 o país voltou a ter eleições diretas, isto porque Sarney usou uma brecha na constituição para ficar mais um ano, distribuindo concessões de rádio e televisão.

Os 21 anos de ditadura interromperam o processo democrático e, mesmo com aumentos consideráveis em alguns anos do PIB, deixou mais pontos negativos do que positivos, como a centralização, o inchaço das grandes cidades, o sucateamento da malha ferroviária, o emburrecimento do ensino, o endividamento externo e a estatização excessiva. O Brasil tem uma tradição pouco democrática em que até os partidos de esquerda sabem de cor. O PT pediu a saída de todos os presidentes eleitos democraticamente no pós-ditadura e fez de tudo para barrar uma CPI que certamente revelaria muitos podres a mais e daria num impeachment de Lula. Se o governo Lula continuar a pensar que ainda está em campanha e apenas se apoiar na propaganda, em muito pouco tempo ouviremos “Fora Lula”.

EU TE AMO, MEU BRASIL!
Letra e música: Don e Ravel 

As praias do Brasil ensolaradas,
O chão onde o país se elevou,
A mão de Deus abençoou,
Mulher que nasce aqui tem muito mais amor.

O céu do meu Brasil tem mais estrelas.
O sol do meu país, mais esplendor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.

Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil.
Eu te amo, meu Brasil, eu te amo!
Ninguém segura a juventude do Brasil.

As tardes do Brasil são mais douradas.
Mulatas brotam cheias de calor.
A mão de Deus abençoou,
Eu vou ficar aqui, porque existe amor.

No carnaval, os gringos querem vê-las,
No colossal desfile multicor.
A mão de Deus abençoou,
Em terras brasileiras vou plantar amor.

Adoro meu Brasil de madrugada,
Nas horas que estou com meu amor.
A mão de Deus abençoou,
A minha amada vai comigo aonde eu for.

As noites do Brasil tem mais beleza.
A hora chora de tristeza e dor,
Porque a natureza sopra
E ela vai-se embora, enquanto eu planto amor.

Enquanto isso, acompanha-se o Big Brother sem saber o sentido do nome do programa e louva-se a apatia em receitas musicais de diversos estilos musicais como: “Deixa a vida me levar...” e "Vou deixar a vida me levar..." 

Fonte:    http://www.duplipensar.net

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