Continuação... Os presidentes do regime militar (1964-1985) Governo Geisel

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Os presidentes do regime militar (1964-1985) Governo Geisel


Governo Geisel (1974 - 1979) - Com o fim do milagre econômico, o governo do gaúcho Ernesto Geisel tem de enfrentar o aumento da inflação, crise do petróleo e transferência de investimentos para os Tigres Asiáticos. Depois de 10 anos, a ditadura sofre uma grande derrota nas urnas. A oposição vence nos Estados e cidades mais importantes do país. Geisel mantém a legalidade das eleições, descontentando fascilósofos e fascistas, e passa a comandar a abertura "lenta, gradual e segura".

A derrota nas eleições de 1974 é fundamental para a criação da Lei Falcão, que abole os debates políticos nos meios de comunicação. No ano seguinte, a censura é oficialmente suspensa. Ou seja, a ditadura terminaria em breve, mas apenas seria entregue às pessoas "confiáveis". Este era o plano, que foi mudado com uma nova derrota nas urnas em 1976. 


Como resposta às urnas, o governo fecha o congresso e modifica vergonhosamente as regras eleitorais com o intuito de garantir a maioria das cadeiras do parlamento. As bancadas do Nordeste, reduto da Arena, passam a contar com maior peso proporcional na Câmara e Senado e o mandato presidencial é aumentado em mais um ano. A maior aberração fica por conta do surgimento do "senador biônico", este era eleito pelas assembléias estaduais, indiretamente, claro.

Panis et Circenses. O campeonato nacional de futebol, criado em 1971, é ampliado com fins políticos. "Onde a Arena vai mal, um time no nacional", este refão popular teve de ser modificado com o inchaço do Campeonato Brasileiro ano a ano. Em 1979, o torneio foi disputado por 94 clubes. Um novo refrão foi criado: "Onde a Arena vai mal, um time no nacional. Onde a Arena vai bem, um time também."

Geisel, ex-ministro do Supremo Tribunal Militar e ex-presidente da Petrobrás, enfrenta a ala linha-dura dos militares para realizar a abertura. Geisel mantém a legalidade das eleições de 1974, dá uma resposta às pressões estrangeiras ao afastar o general Ednardo d'Ávila Mello devido a morte do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manuel Fiel Filho, no interior do DOI-Codi. Os estadunidenses tinham um dilema na América Latina: como poderiam lutar em nome da democracia na Ásia e ter de apoiar ditaduras vizinhas que torturavam pessoas nos porões?

Devido às pressões populares (motivadas pelo fim do milagre econômico) e do governo dos EUA, o governo Geisel poê fim ao AI-5 e restaura o habeas-corpus. A dívida externa cresce e a opisição vence novamente as eleições.
Fonte:        http://www.duplipensar.net
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